sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Grupo de estudo...

É comum vermos comerciais direcionados ao público infantil. Com a existência de personagens famosos, músicas para crianças e parques temáticos, a indústria de produtos destinados a essa faixa etária cresce de forma nunca vista antes. No entanto, tendo em vista a idade desse público, surge a pergunta: as crianças estariam preparadas para o bombardeio de consumo que as propagandas veiculam?
Há quem duvide da capacidade de convencimento dos meios de comunicação. No entanto, tais artifícios já foram responsáveis por mudar o curso da História. A imprensa, no século XVIII, disseminou as ideias iluministas e foi uma das causas da queda do absolutismo. Mas não é preciso ir tão longe: no Brasil redemocratizado, as propagandas políticas e os debates eleitorais são capazes de definir o resultado de eleições. É impossível negar o impacto provocado por um anúncio ou uma retórica bem estruturada.
O problema surge quando tal discurso é direcionado ao público infantil. Comerciais para essa faixa etária seguem um certo padrão: enfeitados por músicas temáticas, as cenas mostram crianças, em grupo, utilizando o produto em questão.Tal manobra de “marketing” acaba transmitindo a mensagem de que a aceitação em seu grupo de amigos está condicionada ao fato dela possuir ou não os mesmos brinquedos que seus colegas. Uma estratégia como essa gera um ciclo interminável de consumo que abusa da pouca capacidade de discernimento infantil.
Fica clara, portanto, a necessidade de uma ampliação da legislação atual a fim de limitar, como já acontece em países como Canadá e Noruega, a propaganda para esse público, visando à proibição de técnicas abusivas e inadequadas. Além disso, é preciso focar na conscientização dessa faixa etária em escolas, com professores que abordem esse assunto de forma compreensível e responsável. Só assim construiremos um sistema que, ao mesmo tempo, consiga vender seus produtos sem obter vantagem abusiva da ingenuidade infantil.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

LEITURA DE IMAGEM ( ENEM)

Leia e responda:


 
 
1) Qual é a função da linguagem relacionada ao objetivo de que a revista seja lida ou comprada? Que expressão corresponde a essa função?
 
a) Fática / "alimentos que despertam o desejo"
b) referencial / "segundo médicos e nutricionistas"
c) emotiva / "aumentam a fertilidade"
d) conativa / "conheça esse cardápio do prazer"
e) poética / "dieta da sexualidade"
 
2) A capa da revista associou termos como orgasmos, fertilidade e desejo à figura da fruta. Qual efeito de sentido o autor da capa buscou obter com essa associação?
 
a) juntar o apetite sexual ao principal elemento qeu o brasileiro consome: maças.
b) estimular a curiosidade sobre um tema tradicionalmente tratado como tabu.
c) desmitificar a ideia de que a vida sexual pode fazer uma pessoa emagrecer.
d) sugerir que a maça tem efeito afrodisíaco e, com isso, vender mais revistas.
e) Ridicularizar o mito do "pecado original".
 
 
 


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A FUNÇÃO DA LITERATURA

 
 

ROMÂNTICO NA IDEIA POPULAR E ROMÂNTICO NA LITERATURA

O vídeo abaixo apresenta vários conceitos de romantismo segundo a visão popular.
 
 
 
Leia abaixo algumas características do Romantismo segundo a Literatura e analise as diferenças e semelhanças com o romantismo segundo a visão popular.

AS TRÊS FASES DO ROMANTISMO


FASES DO ROMANTISMO

Torna-se imprescindível que antes de aprofundarmos mais os nossos conhecimentos acerca de um determinado assunto em âmbito geral, façamos uma retrospectiva daquilo que já vimos anteriormente.

Desta feita, temos que o Romantismo, assim como tantos outros movimentos literários, se deve à manifestação preconizada por outras estéticas literárias antecedentes e a fatores ligados ao contexto social da época em que foi disseminado.

Caracterizando-se como uma espécie de repúdio às ideologias pregadas pela era Clássica, o movimento romântico cultua o amor com base na irracionalidade, o individualismo e o subjetivismo em detrimento às regras fixas proferidas pelo Classicismo.

Aliada a tal objetivo, não podemos nos esquecer de que o contexto histórico também foi preponderante, principalmente em decorrência da Revolução Francesa e da Revolução Industrial. Essa última, a qual nos lembra diversas transformações ligadas ao campo econômico, gerou um clima de insatisfação por parte da sociedade.

Os inventos tecnológicos foram, aos poucos, agilizando o modo de produção em substituição ao trabalho manufatureiro e, assim, fora surgindo uma nova classe – a operária, que, consequentemente, cederia lugar para as máquinas. O resultado desse processo foi nada mais que uma concentração da riqueza nas mãos da Burguesia e seu sucessivo desenvolvimento.

Surgia assim uma classe rica e influente que se consolidava em oposição aos padrões aristocráticos, manifestados por três séculos anteriores. Dessa forma, o Romantismo “exala” um verdadeiro descontentamento em se tratando da evidente desigualdade social, gerando um inconformismo, desejo de solidão, anseios de justiça, e, sobretudo, a busca pela liberdade.

Razões suficientes temos agora para compreendermos os aspectos peculiares que nortearam a fase romântica da Literatura. Mas ainda nos resta saber sobre mais uma delas: a de que o Romantismo se subdividiu em três fases: Primeira, segunda e terceira gerações. Partiremos para conhecê-las melhor:

Primeira geração – Nesta, o ufanismo, em decorrência da recente independência do país, fez com que prevalecesse um verdadeiro sentimento de nacionalidade, no qual o culto pela cultura primitiva, em especial à figura do índio, teve sua palavra de ordem. A título de representatividade, vejamos alguns fragmentos pertencentes a uma criação de Gonçalves Dias:

Canção do exílio

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
[...]
Gonçalves Dias

Por meio de uma análise, podemos detectar as características anteriormente mencionadas, tais como a exaltação da natureza e o sentimento ufanista revelado pela valorização dos aspectos nacionais.

Segunda geração – Também conhecida como ultrarromântica, em virtude do exacerbado egocentrismo e da contundente melancolia. Os representantes dessa geração eram extremamente pessimistas, e por levar uma vida desregrada, vivendo em ambientes sombrios e úmidos e fazendo parte da boemia, foram acometidos pelo chamado “Mal do Século”, morrendo precocemente em função de doenças adquiridas pelos maus hábitos. Observemos alguns trechos de um de seus representantes:

Lembranças de Morrer

Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minh'alma errante,
Onde o fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade - é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas ...
De ti, ó minha mãe! pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!
[...]
Álvares de Azevedo

Detectamos um intenso pessimismo proferido pelo autor, no qual a natureza se torna cúmplice do sofrimento vivido por ele, servindo como pano de fundo para o revelar da desesperança em relação à plenitude da vida.

Terceira geração – Voltada para o social, preconiza o ideário de liberdade em relação às mazelas instituídas pela sociedade. Tem como seu principal representante o poeta Castro Alves, mais conhecido como o poeta dos escravos. Apenas lembrando que a ideologia referente a essa geração tem no poeta francês Vítor Hugo sua fonte de inspiração, principalmente pela sua grandiosa criação, Os Miseráveis. Analisemos um exemplo:

Navio Negreiro
I

'Stamos em pleno mar. Doudo no espaço
Brinca o luar - dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar. Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
- Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar. Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
[...]
Castro Alves

Constatamos uma verdadeira indignação por parte do autor no que se refere ao tema da escravidão brasileira, que por muito tempo se perpetuou pelas entranhas da sociedade.